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Mamã Zen, Mamã com estilo...

O blogue que retrata da vida de uma mulher após maternidade. Entre biberões e batons, um mundo cheio de descobertas ao estilo Zen.

Mamã Zen, Mamã com estilo...

O blogue que retrata da vida de uma mulher após maternidade. Entre biberões e batons, um mundo cheio de descobertas ao estilo Zen.

Cresces-te, e nem dei conta...

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Sei que estou prestes a deixar de ter uma bebé para ter uma criança.



Sei que o tempo passa, e a lei, é tu cresceres, desenvolveres, tornares-te uma criança, posteriormente e a seu tempo, uma adolescente, até chegares à fase adulta.



Sei que todas estas fases são imensamente importantes, tal como foi para eu tornar-me na mulher que hoje sou. Mas será que como Mãe, que sou, estarei preparada para ver cresceres dessa forma? Essa forma, em forma de relâmpago, que escapa-me entre os dedos das mãos, essa tua evolução.



Primeiramente, 9 meses de formação, gestação, a dita gravidez, em que posso dizer que foram os 9 meses mais rápidos, e também mais belos na minha vida.



Nasceste, e num abrir e fechar de olhos já não és aquele bebé, que para tudo dependia de mim (apesar que para mim sempre serás a minha bebé). Agora, com 23 meses, quase 24, estás tão independente para os "primeiros passos" de uma criança.



A evolução é de dia para dia, ou repentinamente, tanto no corpo como em sabedoria. E que sabedoria...



Ontem, como todos os dias, fui abrir a gaveta para buscar umas calças para vestires. Uma não serve, duas não serve, e mais uma vez, em duas semanas o teu "guarda-fato " diminuiu, como por magia. CRESCES-TE.



Cresces-te, e nem dei conta...e não foi por falta de atenção, é simplesmente porque aos olhos desta tua Mãe, continuas a ser uma bebé, a bebé da Mamã.



Amo-te AMOR GRANDÃO da Mãe.



Beijinhos da Mamã Zen, Mamã com estilo...

 

Devolveram-me a magia do Natal?

Sem dar conta temos o Natal quase à porta.

 

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Já o amei por ser criança, e já o "odiei" pelo fato de crescer e deixar de acreditar na fantasia que era dada à época, pelo simples fato de não ser a realidade que morava em casa.

 

Voltei apaixonar-me no ano que engravidei.

 

Mais me apaixonei no ano em que a Princesa cá de casa nasceu. Foi como se me devolve-se a magia do Natal à Mamã.

 

Este ano, terá se Deus quiser, 20 meses. O que dará-lhe um pouco mais de compreensão sobre o Natal. Não pelo o seu significado biblico, mas sim, que afinal isto até é "fixe", recebe prendas, há festarola de familia, etc.

 

Nunca, em tantos anos, senti-me tão anciosa pela época natalicia.

 

Dar magia à nossa casa, ver a reacção da Princesinha, ter a familia (possivel) reunida, e que dentro dos nossos meios, que estejamos unidos, felizes, com saúde e paz.

 

Imagino árvore de Natal cheia de prendas, não para nós grandinhos, mas para ela. A magia de abrir cada presente e ver a sua cara de surpresa, alegria ou indeferença.

 

É sempre uma incógnita, as reacções.

 

Mas o que é certo é que a Mamã está anciosa por ela.

 

Será que a magia do Natal somente é devolvida a mim, Mamã, por o meu novo estatuto?

 

Ou todas por ai sentem que a maternidade devolveu-vos a fantasia?

 

Eu por aqui continuo à espera...a "imaginicar" afinal como será este ano o Natal cá por casa.

 

Beijinhos muito grandes da Mamã Zen, Mamã com estilo...

 

 

 

Infância de antigamente VS infância de hoje

No meu tempo, anos 90, brincava-se na rua sem medos.

 

 

 

Desenhava-se a "Sirumba" e a "Macaca", com giz, naquela estrada de alcatrão. A vizinha não queria, porque nós miúdos gritavamos imenso no meio da brincadeira, então jogava baldes de água em cima dos nossos rabiscos.

Lá se desfazia, os nossos jogos, mas nós tinhamos sempre solução, mudavamos de lado da estrada.

 

Ali, todos éramos amigos, todos éramos como familia.

 

Lá vinha o Verão, e as brincadeiras eram até mais tarde, por essa altura era a correria do "Caça o Tesouro", uma jogada de cartas, " o peixinho", o jogo do "Elástico", o jogo de saltar a "Corda".... e assim eramos felizes.

 

Então ouviamos assim: "MARIAAAAAAAAAA, passa para casa, já são horas...", "Não achas que já chega de brincadeira?!" ( Maria, nome ficticio, o nome de todos aqueles que naquela rua tivemos infância)

 

Hoje, são apenas recordações, boas, de uma infância feliz e plena de criança.

 

Fui uma criança com infância.

 

E as crianças de hoje? Que têm mais tarde para nos contar? Aposto que mais de metade não sabe a que jogos acima me referi.

 

Hoje a infância passa por video-jogos, computador, internet, telemóvel e redes sociais. Isso será infância? Será a alegria de ser criança?

 

Ás vezes vou pela rua e assimilo os 12 anos de uma miúda, dos dias de hoje, aos meus 20 anos de idade. Eles estão a perder tanto, que nem dão conta. Ou será que fomos nós que não soubemos viver?

 

Já não há dias como antigamente...mas há tempo de ensinar às nossas crianças a serem crianças de verdade.

 

Saudades daquelas ruas...hoje já não crianças nelas, só memórias.

 

Beijinhos muuito grandes da "Mamã Zen, Mamã com estilo..."